quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Paredes de Paris

Desta vez, não é uma parede. É uma placa no chão de um jardim no n.391 da rua Vaugirard. Ali ficava o Hospital Franco-Brasileiro para os feridos da Grande Guerra.
Como explica o texto em francês, o hospital foi fundado, montado e mantido pelos brasileiros residentes em Paris (“ la colonie brésilienne”), como contribuição ao esforço de guerra dos Aliados. Médicos brasileiros trabalhavam neste hospital, enviados no quadro da Missão Médica Especial.
Trata-se de uma das raras marcas existentes na França e -, imagino eu -, na Europa, da presença brasileira na Primeira Guerra Mundial. O Brasil entrou no conflito em 1917, declarando guerra aos Impérios Centrais, isto é, a Alemanha, a Aústria-Hungria, a Bulgária e a Turquia.
A participação brasileira no conflito foi pequena, para não dizer simbólica. O fator que desequilibrou a guerra terá sido, neste mesmo ano de 1917, a entrada dos EUA ao lado dos Aliados. No Armísticio (11.11.1918) já havia dois milhões de soldados americanos na Europa.

Um comentário:

José Pires disse...

Belo post. Desconhecia essa parte da nossa história, pequena, é verdade, mas relevante. A Primeira Guerra Mundial é algo totalmente fora da nossa história.

Essas tuas andanças por Paris são uma das coisas boas do blog. O post cobre a "Culinária do racismo" também é ótimo. Boa informação. O parágrafo final é uma definição precisa da necessidade de lutar contra o racismo.

Mas não pude deixar de imaginar um cartum em que o mendigo pede um prato de comida no primeiro quadro – “Um prato de comida, por Alá...” – para emendar no segundo – “... mas seguindo todas as regras teológicas do Islã!”

Ah, sim. Pode ser também com um judeu. É só fazer ele pedindo o prato de comida kosher.