quarta-feira, 18 de abril de 2007

O kistch tornou-se o autêntico

A legenda desta foto de Fábio Motta, da Agência Estado, publicada no sítio UOL, diz o seguinte: »Polícia apreende réplica de espada medieval no Rio».
Não é preciso ser especialista em história militar para saber que nenhuma espada deste tipo existiu em qualquer período moderno ou medieval. Trata-se de um clone da "espada" de He-Man, caricatura de personagem medieval de história em quadrinhos e boneco de meninos.
Só redigi este post porque a legenda da foto ilustra a pertinência de uma reflexão de Jean Baudrillard sobre a sociedade contemporânea: « o kitsch será considerado como o autêntico ! »

7 comentários:

Anônimo disse...

Não só o autêntico, mas o desejável...

Márcia W. disse...

Quando conseguir decidir se rio ou se choro, deixo um comentário....

Joana disse...

que surreal! acho que eu tive uma dessa, igualzinha, mas faz uns anos... rsrs

Carlinhos Medeiros disse...

Salve, professor Alencastro.

Aí na França é possível fazer boca de urna? Dê uma forcinha para Ségolène aí na faculdade, a França vai lhe agradecer para o resto da vida.

Abs.

Fernando Borges de Moraes disse...

Precisa observação. Na pós-modernidade, o pastiche. Uma réplica do que nunca existiu, num presente perpétuo, sem passado, sem futuro.

Sds.

Vanessa Pedro disse...

É incrível mesmo.
Tomaram um fetiche como se fosse uma arma, pronta para ser usada contra a população civil. Mas não no meio de tanta pistola automática.

Também gostaria de ver mais postagens suas sobre as eleições francesas. Alguma chance do Le Pen chegar ao segundo turno novamente? E o Bayrou, "quem é"?

Abraço,
Vanessa Pedro
Florianópolis

Anônimo disse...

Saudades do Baudrillard...

André Muggiati