sábado, 21 de fevereiro de 2009

Jacques Callot, “Misérias da guerra – os enforcados” (1633)

Hoje, no programa semanal de Jonathan Mann na CNN (« Political Mann ») falou-se da decisão tomada por Obama de enviar mais 17.000 soldados americanos para o Afeganistão. Intervieram, além de J. Mann, uma correspondente da CNN em Washington e uma especialista do Partido Democrata. Comentou-se que Obama era contra a guerra do Iraque, mas não contra a guerra do Afeganistão, que esta última configura um conflito mais complicado, e coisa e tal.
Nenhum dos três lembrou que a guerra do Afeganistão foi legitimada pelo Conselho de Segurança da ONU e deu lugar à
ISAF, reunindo forças militares da OTAN. Nada a ver com a guerra do Iraque, desencadeada pelos EUA e a Inglaterra, sob pretextos falaciosos (a presença de armas de destruição maciça no Iraque, o envolvimento de Saddam Hussein no 9/11) sem o aval da ONU, e considerada por Koffi Annan, pela França e outros países, como uma guerra ilegal. Num discurso duro, claramente de esquerda, num comício em Chicago em 2/2/2002, Obama falou do erro de lançar uma guerra contra o Iraque sem forte apoio internacional” e concluiu com uma frase forte: “ eu não sou contra todas as guerras, eu sou contra as guerras imbecís”
Mas o debate de hoje na CNN mostrou que o papel da ONU ou o direito internacional são irrelevantes para os jornalistas americanos.

3 comentários:

solstício de verão disse...

Parabéns pelo excelente blog.
O oriente médio é uma região complicada. Não consigo ainda compreender como afegãos optam e lutam por um regime medieval como foi o talebã.
Li em alguns jornais, que existem algumas regiões do Afeganistão que são dominadas pelos membros do talebã.
Espero, que este país volte a prosperar, como já fôra um dia.
Com relação ao iraque, os EUA fizeram o favor de colocar mais lenha na fogueira.
Professor, por mais que os países do oriente médio vivenciam ditaduras, ou são atrasados em direitos humanos, como no reino sáudita onde a mulher é submissa ao homem, ou como a perseguição dos homossexuias no Irã. Por mais que estes países passem por essas situações, o correto não seria deixar que eles mesmos resolvessem os seus problemas, ou seja, começassem a perceber que os seus governos são atrasados e que nada fazem além de instituir o ódio a costumes ocidentais?
Por não vivenciar a situação do país, não posso querer simplemente "achar", entretanto, tento compreender que "esse mundo" (oriente médio) possui uma visão que fôra deturpada do ocidente por seus superiores. Pq há tanto ódio do ocidente, se a maioria de nossos países são democráticos, são países que possuem liberdade imprensa e expressão?
Espero que as pessoas do oriente médio, passem a compreender a realidade em que vivem, e que passem a escolher por quem serão governados, e que passem a criticar os seus costumes, por mais que corânicos. Sim, se questionamos a bíblia, a Igreja e as denominações cristãs, esse povo merece saber questionar os costumes religiosos e verem que certas coisas estão erradas.
Bom, é isso, acho que escrevi muito.
Abraços
Denis Roger Faria

Tiago Mesquita disse...

Luiz felipe, não sei se lembra de mim. Sou amigo do Rodrigo. Por favro, quando tiver tempo, visite o blogue que faço com uns amigos:
http://guaciara.wordpress.com/
abraço
Tiago

Claudia disse...

Tem coisa pior do que jornalista americano? Só os jornalista do planetal que acham que eles são legais.

Eu tô revoltada hoje!

Abraços,

C.